Eu contei que estou aprendendo a costurar e no meio do processo venho cometendo alguns erros e acertos. Um dos erros foi uma blusinha que estava abandonada no guarda-roupa há muitos anos porque eu não gostava do modelo. Aproveitei para tentar modificá-la. Procurei tutoriais no Youtube, elaborei por muito tempo e depois que comecei a reforma me dei conta de que o modelo não me permitiria fazer a modificação que eu já tinha começado. Com o tecido cortado agora seria impossível remendar ou tentar salvar a peça. Fiquei chateada por ter "matado" uma blusinha usada somente uma vez na vida e agora terei que rebaixá-la ao status de blusinha-de-ficar-em-casa.
Essa semana assisti a um vídeo no Youtube onde a mulher explicava como ela havia perdido dinheiro por não ter compreendido como funcionavam as licenças comerciais de elementos comprados para serem usados no livro que ela havia publicado.
Enquanto algumas pessoas a apoiaram nos comentários (não comentei porque não possuo conta, mas concordei com ela porque tudo isso deveria ser melhor explicado nos sites), outras a criticaram severamente. Um dos comentários era algo do tipo: "Não sei por que seria tão difícil entender isso. É tão óbvio. Como você não entendeu?".
A resposta dela alugou um triplex na minha mente:
"Bem... nós não sabemos o que não sabemos. Agora eu aprendi com o erro, estou compartilhando com vocês e está tudo bem porque daqui em diante já sei o que posso ou não fazer."
Fiquei pensando sobre a blusinha e minha mania de ficar sempre me martirizando pelo que eu poderia ter feito diferente ou não deveria ter feito.
Nem sempre vamos ter um conselho sábio ou um mentor mais experiente quando mais precisamos, ou a informação valiosa que faria total diferença naquele momento. Às vezes a única escolha que temos é a tentativa, erro - ou acerto - e aprendizado.
Acho que aprender a desapegar da ilusão de ter controle sobre tudo é uma boa maneira de encarar a vida de uma forma mais leve.
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