Sobre desapegar-se de sonhos

Esses dias, eu estava pensando sobre como eu desejei por tantos anos uma coisa específica na minha vida, e quando a oportunidade finalmente estava lá, ao meu alcance, eu senti que aquilo já não fazia mais parte de mim. Finalmente percebi que o que eu desejava era apenas uma parte daquilo, e que eu não estava disposta a assumir tudo o que ia contra quem eu sou apenas pelo prazer de conquistar algo que um dia almejei. Também pensei sobre quantas coisas são assim na vida.

Eu estava ouvindo um podcast sobre espiritualidade essa semana e, para minha surpresa, o entrevistado falou justamente sobre isso: ele desejou muito uma coisa, lutou e conquistou, mas acabou percebendo que aquilo não estava de acordo com sua essência. Depois de alguns acontecimentos na vida, ele terminou em uma direção similar, mas que era exatamente o que ele desejava de verdade em seu íntimo.

O que me fez pensar até ponto devo ser obstinada a seguir em uma direção específica? Qual é o limite do meu esforço para alcançar um objetivo e o quanto devo deixar as coisas fluírem e seguirem seu curso natural? Quanto tempo passamos perseguindo um sonho sem saber se aquilo de fato nos faria verdadeiramente feliz?

Há coisas na vida que a gente deseja tanto apenas para descobrir que não era o destino e está tudo bem.

Eu não refiro à sensação de perder o interesse após conquistar o que deseja, mas sobre abrir mão de algo para abrir espaço para que coisas melhores possam vir. É sobre abrir mão do controle e desapegar-se de um desejo para focar em outro.

Nesses momentos eu acredito que, apesar de fazer a minha parte e trabalhar diariamente em prol de cada um dos meus sonhos e objetivos, também devo confiar na espiritualidade maior e mais sábia para remover do meu caminho aquilo que não é para ser meu e me coloque na direção certa.

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Comentários

  1. Às vezes, nos perdemos tanto em um desejo específico que esquecemos de ouvir o que nossa essência realmente precisa. Muitas vezes, o que buscamos não é o que nos faz felizes de verdade, mas sim a sensação de conquista, o prazer de ter algo que achamos que queremos. A vida tem uma forma de nos levar para onde devemos estar, e confiar nesse processo, deixando ir o que não nos pertence, é uma sabedoria difícil de alcançar, mas necessária.

    Beijinhos~
    https://justmegabs.blogspot.com/

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  2. Oi Jessica! Acho que estamos vivendo uma crise conjunta EAD kkkkkkkk, em fevereiro eu fiquei totalmente presa nesses pensamentos. Eu sempre fui focada no que eu queria como profissão, eu escolhi quando estava na quinta série e consegui me formar na área que queria. Foi fácil? Nem um pouco! Faria diferente? Sinceramente eu não sei. Pensando de forma prática, eu poderia ter feito qualquer curso que me desse uma garantia de mercado de trabalho, mas não haveria garantia nenhuma de que eu viveria em paz comigo mesma, me perguntando como teria sido se eu tivesse seguido o meu sonho. Isso tem um peso muito grande para mim, eu prefiro conviver com a certeza de que não deu certo mesmo tendo me esforçado, do que a dúvida de como teria sido se ao menos eu tivesse tentado. Hoje eu me encontro um pouco frustrada com a escolha que fiz, mas também não me vejo fazendo outra coisa. E como nada na vida é fácil, farei uma limonada com os limões que plantei.

    Garota do 330

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    Respostas
    1. Olá, Vaneza!
      kkkkkkk Acho que sim!
      Sempre sou da opinião que quando se trata do passado, fizemos o que pudemos com a maturidade e cabeça que tínhamos naquela altura, então é válido. Eu sei como se sente porque também sempre me pego pensando como teria sido diferente, mas também não faço ideia do que eu teria feito se não fosse isso. Então é um dilema. Frustrada, porém conformada rsrsrs.
      E de certa forma, tem certas coisas que eu gostaria de ter feito, mas hoje, olhando para trás, prefiro que seja do que jeitinho que está.
      Beijos

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